A desistência de ACM Neto (DEM) de
disputar o Governo da Bahia quebrou a tendência de união de forças da
oposição para enfrentar o atual governador Rui Costa (PT). Depois de o
prefeito de Salvador anunciar que não deixaria o cargo, DEM, PSDB e MDB
anunciaram seus pré-candidatos para a eleição estadual. Por enquanto,
pelo menos seis diferentes nomes pretendem entrar na corrida pelo
Palácio de Ondina. As convenções partidárias e as
definições dos nomes que estarão nas eleições 2018 ocorrerão entre os
dias 20 de julho e 5 de agosto, prazo fixado pelo Tribunal Superior
Eleitoral. Antes disso, nenhuma candidatura pode ser oficializada pelos
partidos. O registro das candidaturas no TSE deve feito até 15 de
agosto. Os requerimentos serão julgados até 17 de setembro.
Rui Costa (PT)
Com altos índices de aprovação popular, o
atual governador Rui Costa tentará ser reeleito governador da Bahia. O
PT, que já conta com uma aliança de partidos de base com PSD, PSB,
PCdoB, PDT, Podemos, PR e PSL, ainda está negociando com a Rede
Sustentabilidade a possibilidade de um acordo para a campanha nas
eleições 2018. Presidente estadual do PT na Bahia, Everaldo Anunciação
garante que a coligação não atrapalhará um eventual palanque no Estado
para Lula ou outro presidenciável do PT.
José Ronaldo (DEM)
O ex-prefeito de Feira de Santana é o
pré-candidato do DEM para governador da Bahia. O nome de José Ronaldo
foi escolhido pelo coordenador da campanha ACM Neto, logo depois que o
prefeito de Salvador desistiu de disputar o Palácio de Ondina. O atual
pré-candidato tem o desejo manifesto de unir as oposições e mira uma
eventual aliança com o PSDB para as eleições 2018 no Estado. A ideia é
oferecer aos tucanos a vaga de vice-governador e o apoio à candidatura
do deputado federal Jutahy Junior para o Senado. Além da sigla, o DEM
também negocia alianças com PRB, PV, PTB, PSC, PPS, Solidariedade.
João Gualberto (PSDB)
O deputado federal é o pré-candidato
tucano para o Governo baiano. João Gualberto já tinha um acordo
alinhavado para ser o vice da virtual chapa encabeçada por ACM Neto, mas
depois da desistência do prefeito de Salvador resolveu lançar
candidatura própria. “Para as oposições é muito melhor que tenham muitas
candidaturas. Nosso projeto vai estar junto no segundo turno”, disse
Gualberto ao Estado. O deputado declarou que apesar de ter no PT um
adversário em comum, não deve fechar uma aliança com o DEM no primeiro
turno. Neste momento, o PSDB tem uma possibilidade de acordo bem
encaminhado com o PSC e negocia com PROS, PTB, Solidariedade e PEN.
João Santana (MDB)
O ex-ministro da Integração Nacional no
governo Lula é o provável candidato a governador da Bahia pelo MDB.
Presidente estadual da sigla, João Santana declarou ao Estado ter
conseguido apoio de 16 vice-prefeitos e 25 prefeitos, entre eles Herzem
Gusmão, de Vitória da Conquista, terceiro maior colégio eleitoral
baiano. Perto de concorrer pela primeira vez a um cargo majoritário,
Santana não acredita na possibilidade de coligação com outro
pré-candidato de oposição antes do segundo turno das eleições 2018.
“Temos que ir para rua, trabalhar nossas campanhas, e ver se há
possibilidade de alguma coligação depois. Não tenho nenhum preconceito
para receber apoio no segundo turno. Minha pré-disposição é enfrentar o
desafio até o fim”, disse.
Marcos Mendes (PSOL)
Candidato a governador da Bahia em 2010 e
2014, o geólogo é novamente a aposta do PSOL. Marcos Mendes afirmou ao
Estado que já tem acordo fechado com o PCB e, assim como o PT, negocia
uma eventual aliança com a Rede Sustentabilidade. O pré-candidato
descartou uma aliança com os petistas e declarou estar com uma boa
expectativa para a campanha por conta do fortalecimento do PSOL nos
últimos anos. Ele pretende investir nas redes sociais para driblar o
problema da falta do tempo de TV durante a campanha.
João Henrique Carneiro (PRTB)
O ex-prefeito de Salvador por dois
mandatos é a aposta do PRTB para o Governo da Bahia. Presidente estadual
da sigla na Bahia, Rogério Tadeu afirma que o partido mantém
negociações com outras siglas para possíveis alianças, mas garante que
não abrirá mão do nome de João Henrique Carneiro para disputa pelo
Palácio de Ondina. “O partido já bateu o martelo em definitivo e a
candidatura é irreversível. Agora que nós temos um pré-candidato
competitivo, mais do que nunca essa candidatura vem a agregar forças,
sempre no sentido de seguir em frente com a candidatura própria”,
afirmou Tadeu. Filho do ex-governador João Durval, João Henrique
Carneiro deixou a prefeitura de Salvador com altos índices de rejeição e
foi candidato a vereador da capital baiana em 2016, mas não conseguiu
se eleger.



0 comentários:
Postar um comentário