Demorou 18 anos para o Big Brother Brasil incluir um participante do
Acre em seu elenco. Mas Gleici fez valer sua participação: a estudante
de 22 anos se tornou a queridinha do público do reality e acaba de levar
para casa o prêmio de R$ 1,5 milhão. Ela teve 57,28% dos votos,
contra 39,33% de Kaysar, que ganhou R$ 150 mil. Ana Clara e Ayrton
pegaram o terceiro lugar, com 3,39% dos votos, e ganharam o prêmio de R$
50 mil. A trajetória de vida de Gleici balançou o coração do
público: nascida na periferia de Rio Branco, no Acre, ela teve acesso
limitado a serviços básicos como educação, saúde, alimentação e moradia.
Perdeu o pai ainda na infância, assassinado, e ajudou a cuidar da mãe,
que enfrentou um câncer. Em alguns momentos durante o
confinamento, ela contou aos colegas mais próximos, como Ana Clara e
Ayrton, que chegou a passar fome na infância e que muitas vezes foi para
a escola sem comer. "Se alguém perguntava se eu tinha comido, eu falava
que sim e inventava um prato". Mas se a história comoveu os
telespectadores, dentro do programa a situação foi outra: Gleici sofreu
bullying na casa e foi umas das líderes de paredões. Foi mandada quatro
vezes para a berlinda, e sempre com muitos votos da casa. Mas o público a
devolvia cada vez mais forte. Um de seus momentos de brilho no
reality foi o paredão bate-e-volta. Rejeitada dentro da casa, mas amada
pelo público, Gleici foi enviada a um quarto secreto, de onde assistiu
toda a casa durante dois dias, enquanto eles pensavam que ela estava
eliminada. Ao voltar, fez justiça: emparedou sua principal algoz,
Patrícia. Ganhou o respeito da casa e do público, que eliminou a
cearense com rejeição.



0 comentários:
Postar um comentário